Eu pensava que essa palavra tivesse sido inventada especificamente para o filme Mary Poppins, até que, acidentalmente descobri esse artigo no site do dicionário Merriam-Webster:
Contexto
Para quem nem sabe do que estou falando, assita ao vídeo para entender o contexto do filme no qual a palavra é empregada:
A maior palavra que o mundo já ouviu
Até mesmo o som dela é algo atroz
Se você disse isso alto o suficiente, você vai parecer precoce
The biggest word you ever heard
Supercalifragilistcexpialidocious
Even though the sound of it is something quite atrocious
If you say it loud enough you’ll always sound precocious
Supercalifragilistcexpialidocious!
Em Múltiplas Línguas
Antes de irmos direto ao assunto, vamos nos divertir com esse vídeo que mostra a palavra sendo cantada em múltiplas línguas!
00:16 – Francês
00:32 – Italiano
00:48 – Espanhol
01:04 – Português (supercalifragilisticoespialidoce)
01:20 – Japonês (スーパーカリフラジリスティックエクスピアリドーシャス)
01:36 – Hebraico (סופרקאליפרג’ליסטיקאקספיאלידושס)
01:52 – Russo (cуперархиэкстраультрамегаграндиозно)
02:08 – Polonês (tente falar a palavra sem rir: superkalifradalistodekspialitycznie)
02:24 – Alemão (supercalifragelisticexpialigetisch)
02:40 – Holandês (essa então! Essa língua deve ser de outra galáxia!)
02:56 – Dinamarquês (superkolofantalistiexpialisofisk)
03:12 – Finlandês
03:28 – Norueguês
03:43 – Sueco (superhalifragilisticexpilcaliidoocem)
E aqui, uma versão da música totalmente em português:
A História
O artigo da Merriam-Webster dá conta que a palavra foi inventada 30 anos antes da canção composta pelos irmãos Richard e Robert Sherman para o icônico longa-metragem Marry Poppins. Não vou traduzir tudo aqui, mas segue algumas partes:
“Remember when we used to make up the big double-talk words, we could make a big obnoxious word up for the kids and that’s where it started. “Obnoxious” is an ugly word so we said “atrocious,” that’s very British. We started with “atrocious” and then you can sound smart and be precocious. We had “precocious” and “atrocious” and we wanted something super colossal and that’s corny, so we took “super” and did double-talk to get “califragilistic” which means nothing, it just came out that way.”
Lembre quando costumávamos criar grandes palavras de duplo sentido, nós podíamos criar grandes palavras detestáveis (obnoxious) para crianças, e foi assim que tudo começou. “Obnoxious” (detestável) é uma palavra feia, então nós dissemos “atroz” (atrocious), que é muito britânica. Começamos com “atroz” e então você poderia parecer inteligente e ser precoce. Nós tínhamos “precoce” e “atroz” e queríamos algo super colossal mas era brega, então pegamos “super” e fizemos uma brincadeira com “califragilístico” que não significa nada, e então simplesmente saiu.
“Coincidentally, there was also a song called Supercalafajalistickespeealadojus that was written in 1949, and the authors of the song brought a suit against the Sherman brothers for copyright infringement. In the end, the court decided in the Shermans’ favor because, among other things, affidavits were produced that claimed that variants of the word were known many years prior to 1949, making the plaintiffs’ claim unfounded.”
Coincidentemente havia uma música chamada Supercalafajalistickespeealadojus escrita em 1949, e os autores dela processaram os irmãos Sherman por violação de direitos autorias. No final, a justiça decidiu em favor dos Irmãos Sherman porque, entre outras, declarações juramentadas foram produzidas dando conta de que variações da música eram conhecidas muitos anos antes de 1949, tornando a apelação dos autores infundada.
“In fact, the earliest known written record of a variant is for supercaliflawjalisticexpialidoshus from an “A-muse-ings” column by Helen Herman in The Syracuse Daily Orange (Syracuse University), March 10, 1931. The columnist muses about her made-up word, describing it as including “all words in the category of something wonderful” and “though rather long and tiring before one reaches its conclusion, … once you arrive at the end, you have said in one word what it would ordinarily take four paragraphs to explain.”
Na verdade, a gravação variante conhecida mais antiga foi para supercaliflawjalisticexpialidoshus para uma coluna chamada “A-muse-ings” de Helen Herman em The Syracuse Daily Orange (Universidade de Siracusa) em 10 de março de 1931. A colunista reflete sobre sua palavra inventada descrevendo-a como “todas as palavras da categoria: algo maravilhoso” e “Embora seja um processo um tanto longo e cansativo até se chegar à conclusão, … uma vez que se chega ao fim, você terá dito em uma palavra o que normalmente levaria quatro parágrafos para explicar.”
E muitos anos depois do sucesso do filme, essa obra continua a encantar multidões, como nessa super produção de André Rieu: